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O Chimarrão, dos braços para uma grande exposição

O chimarrão é um companheiro inseparável dos uruguaios e um caloroso gesto de boas-vindas aos que chegam. Entre os meses de outubro de 2018 e fevereiro de 2019, a infusão típica, além de estar nos braços dos habitantes, também estará em uma grande exposição no Museu do Gaúcho em Montevidéu, que tem como objetivo investigar as múltiplas razões pelas quais ele se tornou um protagonista indiscutível nestas terras. O chimarrão é uma bebida resultante da infusão de erva-mate (folhas desidratadas e moídas de Illex paraguayensis).

A origem desta bebida remonta aos tempos pré-hispânicos da cultura guarani, mas desde o século XVII, e enquanto na Europa era costume beber chá, aqui na América do Sul e especificamente no Uruguai, o hábito de beber chimarrão foi se expandindo. Inicialmente, o chimarrão tornou-se um companheiro inseparável do homem do campo.

Selvagem, amargo, verde, foi seu amigo fiel nas travessias dos campos, nos momentos de solidão e também de alegria. Ao longo dos anos, ele conseguiu conquistar seu espaço na cidade, e hoje beber chimarrão é uma prática comum em todo o território do Uruguai, assim como na Argentina, no Paraguai e no sul do Brasil.

O costume de usar a "garrafa térmica" e o abandono da "caldeira" para preparar a infusão é uma iniciativa uruguaia que o destina para a rua.
Desta forma e hoje em dia, o chimarrão é bebido nos mais diversos espaços públicos, fato que caracteriza uma das imagens mais típicas e cotidianas da nossa sociedade.


SOBRE A EXPOSIÇÃO.
A exposição que acontecerá no Espaço Cultural da Fundação Banco República é realizada sob o título "O chimarrão: ponte entre culturas" e tem como objetivo abordar de diferentes ângulos o significado e o lugar de "beber chimarrão" para os uruguaios. Como foi e é a presença do chimarrão (selvagem - amargo - cuia) ao longo dos anos em nossos ancestrais, nas comunidades indígenas que os precederam e nos jovens de hoje?

Que histórias podem ser rastreadas em chimarrões lendários que compõem a exibição? Por que o chimarrão estava prestes a ser banido no passado? Quantas maneiras existem para bebê-lo? Quão rica é a linguagem associada ao seu uso? Essas e muitas outras perguntas permanecem nesta amostra em que qualquer uruguaio pode ser reconhecido e ao mesmo tempo é de grande interesse para o público estrangeiro.

TRÊS SALAS. A exposição é organizada em três salas: uma, onde são exibidos os chimarrões com história e coleções de objetos relacionados ao uso do chimarrão; outra, dedicada ao trabalho de Alejandro Sequeira, autor de "O livro de 1.001 chimarrões", e uma terceira sala interativa onde o público pode fazer parte de uma rodada de chimarrão.

DADOS ÚTEIS.
Museo del Gaucho y la Moneda. 
Endereço: 18 de Julio, 998.
Tel.: 2900 8764.
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